quinta-feira, 14 de abril de 2011

Resposta Humoral

Na imunidade humoral, a eliminação do patógeno ocorre por neutralização e/ou destruição. A neutralização ocorre por ação de muco, líquidos corporais e complemento presentes em locais estratégicos. A destruição é responsabilidade das células fagocitárias que fazem a lise inespecífica dos patógenos. Quando existe uma distinção especifica e seletiva as moléculas pertencentes ao seu próprio tecido de substâncias estranhas que são chamada antígenos temos a chamada IMUNIDADE ADQUIRIDA. Os receptores que reconhecem os antígenos são estruturas moleculares presentes em células especializadas que nos vertebrados são populações chamadas linfócitos. Estas são células que em cooperação com células não linfóides, como macrófagos, reagem com os antígenos, provocam uma multiplicação celular (proliferação clonal) e desenvolvem uma reação ou RESPOSTA IMUNE. Esta é caracterizada pela síntese de sub-populações de linfócitos chamados T e B com moléculas que reconhecem especificamente o antígeno que iniciou sua síntese. Os linfócitos B se diferenciam em plasmócitos e fazem uma RESPOSTA IMUNE HUMORAL e os receptores formados nos linfócitos T fazem uma RESPOSTA IMUNE CELULAR.

Os ANTÍGENOS são moléculas naturais ou sintéticas, inofensivas ou nocivas (toxinas ou outras substâncias agressivas) para o organismo, isolados ou constituídos por vírus, bactérias, organismos procarióticos ou eucarióticos que parasitam o indivíduo ou as células animais. Transplantes ou tumores provenientes de doadores da mesma espécie do receptor são chamados ALOANTÍGENOS e de espécies diferentes de HETEROANTÍGENOS. Eventualmente células do próprio organismo sofrem mudanças fisiológicas ou patológicas (reações auto-imunes) e são consideradas estranhas e são chamadas AUTOANTÍGENOS. A rejeição ao transplante é um exemplo típico de reação auto-imune. Considerando o aspecto global de reconhecimento específico de moléculas estranhas, Paul Ehrlich (1854-1915, microbiologista alemão, co-autor do prêmio nobel de 1908 com Elie Metchnikoff) em 1902 descreveu a importância do reconhecimento específico de moléculas estranhas pelo self e non-self.

Quando não existe reação a entrada do antígeno diz-se que o indivíduo é TOLERANTE a ele.

Transplante de Orgãos

Entenda o que é o transplante de órgãos e conheça suas vantagens e desvantagens.

O primeiro relato de um transplante de órgão data do século II A.C. na Índia. Desde essa época já se transplantava pele de uma região do corpo para outra como tratamento de queimaduras e feridas graves.


Porém, o transplante de órgãos entre indivíduos diferentes só foi possível a partir do século XX. Depois de séculos de fracassos, o primeiro transplante de sucesso ocorreu em 1954 nos E.U.A. Foi um transplante renal realizado entre 2 irmãos gêmeos idênticos.

Transplante de órgãosNesta época já se sabia que o sistema imune impedia a troca de órgãos entre seres, e a inexistência de protocolos de drogas imunossupressoras limitava os transplante à aqueles que possuíam irmãos gêmeos. Como se sabe, gêmeos idênticos são geneticamente iguais, assim como um clone.

Na mesma década de 1950, duas novas drogas imunossupressoras foram descobertas. Os corticóides (cortisona) e a azatioprina passaram a ser usadas, abrindo espaço para a evolução do transplante entre indivíduos diferentes.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Principios Da Aglutinação

É dito homozigoto o indivíduo possuidor de genes iguais (AA, BB, OO), e heterozigoto quando os genes são diferentes (AO, BO, AB).
Regularmente as pessoas expostas a um antígeno que não possuem, podem responder com a produção de um anticorpo específico para este antígeno. Entretanto, há alguns antígenos que possuem uma estrutura que se assemelha muito com antígenos de bactérias e plantas, aos quais estamos constantemente expostos. Nestes casos, ocorre a produção de anticorpos a partir do contato com as bactérias e plantas, e não ao antígeno eritrocitário.
Neste grupo encontramos os antígenos do sistema ABO. Por este processo, os indivíduos com idade superior a seis meses, possuem o anticorpo contra o antígeno que não tem nasuperfície de seus eritrócitos, pois já foram expostos a essas bactérias e plantas, através da alimentação. Estes anticorpos são chamados de isoaglutininas ou aglutininas naturais e são da classe IgM.

A CLASSIFICAÇÃO SANGÜÍNEA ABO

A determinação do grupo sangüíneo deste sistema é feita usando dois tipos de teste.
1o – Através da identificação da presença de antígenos nos eritrócitos, usando como reativos anticorpos purificados (anti-A, anti-BB). Esta é a chamada classificação ou tipagem direta e será utilizada na aula prática.
2o – Através da identificação da presença de anticorpos no soro/plasma usando como reativos antígenos conhecidos (hemácias A e hemácias B). Esta é a classificação ou tipagem reversa.


Antigenos Imunogenos

Os antiges são substâcias que podem ser reconhecidas pelas células T, células B ou ambras atraves de receptores representados por anticorpos ou TCR (receptor de células T.Imunógenos são moléculas capazes de desencadear uma resposta imune adaptativa após sua introdução em humanos ou em animais, ou seja é qualquer substância que possa gerar uma resposta imune.




quinta-feira, 3 de março de 2011

Função dos orgãos Linfoides Secundarios na Resposta imunologica adaptativa

O sistema imunológico é constituído por uma intrincada rede de órgãos, células e moléculas, e tem por finalidade manter a homeostase do organismo, combatendo as agressões em geral. A imunidade inata atua em conjunto com a imunidade adaptativa e caracteriza-se pela rápida resposta à agressão, independentemente de estímulo prévio, sendo a primeira linha de defesa do organismo. Seus mecanismos compreendem barreiras físicas, químicas e biológicas, componentes celulares e moléculas solúveis. A primeira defesa do organismo frente a um dano tecidual envolve diversas etapas intimamente integradas e constituídas pelos diferentes componentes desse sistema. A presente revisão tem como objetivo resgatar os fundamentos dessa resposta, que apresenta elevada complexidade e é constituída por diversos componentes articulados que convergem para a elaboração da resposta imune adaptativa. Destacamos algumas etapas: reconhecimento molecular dos agentes agressores; ativação de vias bioquímicas intracelulares que resultam em modificações vasculares e teciduais; produção de uma miríade de mediadores com efeitos locais e sistêmicos no âmbito da ativação e proliferação celulares, síntese de novos produtos envolvidos na quimioatração e migração de células especializadas na destruição e remoção do agente agressor, e finalmente a recuperação tecidual com o restabelecimento funcional do tecido ou órgão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Órgão Linfóides Primários e Secundários

Os órgãos linfóides primários no homem são a medula óssea e o timo.O timo também constitui algo semelhante a uma `caixa preta` imunologica, mas sebe se que uma considerável quantidade de mudança ocorre com um pré linfo´cito T, a medida que ele matura no timo. Veja na figura abaixo.









Linfóides Secundário Baço Represente uma mistura entre as atividaes hematológicas e as linfóides, o que é exemplificado por sua aparência macroscopica: uma polpa branca, compreendendo o tecido linfóide, e uma polpa vermelha, compreendendo os seios e o tecido reticular banhados pelo sangue.As arterias, entrando na polpa branca são envolvidas por uma bainha de linfócitos chamado de bainha linfóide periarterial. Como mostra a figura a seguir.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Fagositose e Opsonização

Opsonização em imunologia, trata-se de um o processo que facilita a ação do sistema imunologico, pois fixa opsoninas ou fragmentos do complemento na superfície da bacteria, permitindo assim que fagocitose ocorra.
Opson é uma palavra grega que significa condimento, tempero, molho, algo que facilite a digestão
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